Casar é fácil. Virar marca é outra coisa.
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Por trás de todo "casal poderoso" existe uma operação de comunicação. A pergunta interessante nunca foi se eles se amam, mas sim o que construíram juntos e a que custo.
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Como Desenvolver o Hábito de Leitura
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Desenvolver o hábito de leitura pode ser desafiador, especialmente se você tem dificuldade em manter o foco por longos períodos ou nunca encontrou uma leitura que realmente o encantasse. No entanto, há algumas estratégias que podem ajudá-lo a cultiva
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“The Haar” – David Sodergren
“The Haar” – David Sodergren
A história A trama se passa em Witchaven, uma pequena vila de pescadores escocesa do século XIX, e tem como protagonista improvável Muriel McAuley, uma senhora de 84 anos que vive sozinha desde o desaparecimento de seu marido Billy no mar, há 12 anos. Quando um bilionário ganancioso tenta expulsar os moradores para construir um campo de golfe, Muriel e seu vizinho Arthur são os únicos a recusar a oferta. Em uma caminhada pela praia, Muriel encontra uma criatura marinha translúcida, escamosa, que pulsa entre o azul e o verde, e a leva para casa. Batizada de Avalon, a criatura passa a viver em sua banheira — até revelar que se alimenta de seres humanos. Após devorar sua primeira vítima, Avalon assume a forma de Billy, o marido desaparecido de Muriel, transformando a pacata Witchaven em um cenário de horror. O poder da memória A resenha vai além da sinopse e propõe uma reflexão sobre memória e amor. O autor argumenta que somos feitos das memórias que carregamos, e que ser lembrado por quem amamos é o que dá sentido à existência. Para Muriel, Avalon é tolerável — e até amável — porque personifica a memória de Billy e do amor que viveram juntos. Quando a criatura a tocava, a dor desaparecia. A resenha destaca a dicotomia da obra entre delicadeza e ultraviolência, mostrando que, para Muriel, o amor não tem forma: o amor simplesmente é. Em pouco mais de 200 páginas, Sodergren explora como a memória resgata sentimentos e como o afeto dispensa rótulos. Homenagem pessoal O livro foi escrito como tributo à avó falecida do autor, responsável por despertar nele a paixão por horror. Segundo Sodergren, ela odiaria o livro — mas essa foi sua forma de garantir que jamais fosse esquecida.
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Francisco Goya – “Sabá das Bruxas”
Francisco Goya – “Sabá das Bruxas”
Sobre Goya e seu contexto Nascido em Saragoça em 1746, Goya foi pintor oficial da realeza espanhola, mas seu reconhecimento como grande artista veio postumamente. Uma doença que o deixou surdo o conduziu a um isolamento introspectivo, tornando-o um pensador influenciado pelo Iluminismo e crítico das autoridades — postura ousada para alguém que servia à monarquia em um período de forte aliança entre Igreja e Estado. Igreja, autoridade e bruxaria O autor argumenta que a Igreja exercia controle social pela promessa de salvação e pelo medo do inferno, mascarando desigualdades. A bruxaria, nesse cenário, surge como símbolo de rebeldia contra essa ordem estabelecida. A obra "O Sabá das Bruxas" integra um conjunto subversivo de Goya, ao lado de "Os Caprichos", "Os Desastres da Guerra" e das Pinturas Negras (descobertas após sua morte). A pintura mostra um grande bode — símbolo do diabo — cercado por feiticeiras que oferecem crianças em sacrifício. O texto associa a cena à altíssima mortalidade infantil da época, atribuída ao demônio em vez da real causa: a desigualdade extrema entre povo e realeza. A sátira A interpretação central do artigo é que Goya satiriza a Igreja, sugerindo que ela própria é o demônio disfarçado de bode, responsável pela morte das crianças. Em outra versão da obra, Goya pinta o bode vestido de padre, tornando a mensagem explícita. O autor também explora "O sono da razão produz monstros", brincando com o duplo sentido de "sueño" em espanhol (sono/sonho). Conclui que Goya não pintou o Sabá em delírio causado por sua doença, mas em plena consciência — demonstrando que a razão, quando sonha, é capaz de gerar seus próprios monstros. A obra está atualmente no Museo Lázaro Galdiano, em Madri.
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